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Correio INFA 89‏

 

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instituto da família  -  fundado em 1971 pelo movimento familiar cristão – mfc rio de janeiro    

correio infa 89  - 11 de janeiro 2015 – 7.000 destinatários

 

Muita gente acha que "o desajustamento sexual é a causa do esvaziamento conjugal". Seria este o motivo mais frequente da desagregação familiar. Outros acham o contrário: "o desencontro sexual no casamento é consequência do esvaziamento e vivência do amor conjugal". Também estes costumam admitir que pode acabar se formando um círculo vicioso: a frustração sexual e o esfriamento da vida afetiva do casal vão se alimentando reciprocamente. Com quem estará a razão? O que surgiu antes o ovo ou a galinha?

A alegria do encontro

Helio Amorim*

As pessoas de antigamente usariam a velha expressão: “isto dá pano para mangas...”. Uma coisa, entretanto, parece ser muito aceita: a conexão entre a sexua­lidade e a vida afetiva conjugal. Esta conexão pertence ao mundo dos simbolismos, que só o ser humano é capaz de construir.

Porque só o homem é capaz de fa­zer de uma simples refeição em co­mum, o símbolo e a celebração da amizade. Ou de eleger um objeto qual­quer como sinal de realidades maiores: a flor seca guardada dentro de um li­vro, presente antigo que pode simboli­zar o nascimento do amor do casal; um ve­lho banco de madeira,

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conservado des­de a infância, e que fala de tantas ale­grias e infortúnios vividos em família, usado por parentes queridos que já se foram: será um símbolo da coesão fa­miliar que se construiu ao longo detantos anos de vida em que aquele só­lido assento de madeira, já desgastado pelo uso, era uma presença e utilidade sempre aceitas distraidamente.

Assim, também, a sexualidade con­jugal, com todas as suas ricas e varia­das formas de expressão, torna-se um símbolo muito especial do amor conju­gal.

A sexualidade, é claro, não se re­duz ao ato conjugal, mas engloba to­dos os impulsos e manifestações de doação e comunhão, de ajuda e acei­tação mútuas no encontro de pessoas, na vida quotidiana do casal. Ela é essencialmente espiritual. Alimenta e celebra o entusiasmo de viver e a alegria de estar juntos.

Só dentro deste contexto de comu­nhão de vidas, na preocupação pelo bem do outro, a sexualidade se expri­me e transborda num ato conjugal íntegro e rico de simbolismo. Torna-se sinal sensível e eficaz do amor-doação. Eficaz porque ajuda a construir, reforça, alimenta e fecunda o próprio amor que ele exprime.

É assim o dinamismo da profunda relação de pessoas que o casamento constrói, numa linha de totalidade: doação no ser e no agir, intimidade ao mesmo tempo física e espiritual, comunhão integral de duas pessoas no amor.

Muitos ainda perseguem o ajusta­mento sexual por complicados e acro­báticos mecanismos e "técnicas de de­sempenho" aprendidos em aulas de sexologia ou em consultórios especia­lizados — e fazem do ato conjugal uma sessão de ginástica... Esquecem que tais recursos terão sempre uma eficácia duvidosa se o ato não irrompe naturalmente do arrebatamento amoroso da vida compartilha­da.

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O casal que vive o seu amor de forma adulta sabe exprimir sua relação afetiva, com entusiasmo e frequência, em atos se­xuais harmoniosos e profundamente amorosos.

A alegria dessa intimidade total aumenta a capacidade de doação, comu­nicação e comunhão — que por sua vez predispõem o casal, ainda mais, para novas relações mais íntegras e transbordantes de alegria e prazer. É o inverso daquele círculo vicioso.

Esse dinamismo construtivo enri­quece a vida conjugal e familiar, pois dele decorre a tranquilidade, a paciên­cia e a ternura com que o casal irá su­perando as dificuldades e os desafios do dia-a-dia.

Quem vive esse dinamismo, tem condições melhores para criar e manter uma teia de relações familiares, que se refle­tem em relações sociais ampliadas e mais fraternas.

*Membro do Movimento Familiar Cristão (MFC) e Instituto da Família (INFA)

 

 

Tolerância / Intolerância / Rigidez

Deonira L. Viganó La Rosa

Terapeuta de Casal e de Família. Mestre em Psicologia.

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A tolerância não é uma atitude espontânea nos seres humanos: poderíamos dizer que o instinto fundamental de auto conservação e de defesa pessoal, que caracteriza todo vivente, o conduz a considerar com desconfiança tudo o que poderia ameaçar o que lhe pertence: sua vida, sua família, sua propriedade, mas também seus hábitos, costumes, convicções, em resumo, tudo o que faz parte da complexa constituição de sua identidade.

Por esta razão os intolerantes veem como negativo tudo o que é diferente daquilo que diz respeito aos fatores constitutivos de sua identidade, veem tudo como hostil e devem combater para se defender.

Uma pessoa intolerante tende a perceber e interpretar as situações ambíguas (indefinidas e obscuras) como se fossem fontes de ameaça. Ela se sente ameaçada frente a informações vagas e incompletas, inconsistentes, contraditórias, ou mesmo com sentido duvidoso. Ela necessita que as questões sejam sempre fechadas como sendo certas ou erradas, boas ou ruins, pretas ou brancas, verdadeiras ou falsas. Não percebe que os fatos são complexos, e que, muitas vezes precisa aceitar que as questões fiquem abertas para novas possíveis respostas.

A pessoa intolerante não suporta a dúvida. O intolerante faz de tudo para desqualificar e desprezar aqueles que pensam ou agem de maneira diferente da sua. Esquece que é a si mesmo que desqualifica, pois com este ato revela seu próprio interior, sua própria rigidez de personalidade. E nada pior do que essa rigidez para sua saúde mental e para uma boa convivência consigo mesmo e com os outros.

Significação da tolerância

- segundo a UNESCO

“A tolerância é o respeito, a aceitação e a apreciação da diversidade das culturas do nosso mundo, e de nossos modos de expressão... Ela é encorajada pelo conhecimento, pela abertura de espírito, pela comunicação e liberdade de pensamento, de consciência e de crença. A tolerância é a harmonia na diferença. Ela não é somente uma obrigação de ordem ética; ela é igualmente uma necessidade política e jurídica. A tolerância é uma virtude que traz a paz possível e contribui para substituir uma cultura de guerra por uma cultura de paz.

1.      

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A tolerância não é nem concessão, nem condescendência, nem complacência. A tolerância é, antes de tudo, uma atitude ativa animada pelo reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro.

Em nenhum caso a tolerância será evocada para justificar os atentados a estes valores fundamentais...” “No mundo moderno a tolerância é mais necessária do que nunca.

Ela é também necessária entre os indivíduos e no seio da família e da comunidade. A educação é o meio mais eficaz de prevenir a intolerância. A primeira etapa a este respeito consiste em ensinar aos indivíduos quais são seus direitos e suas liberdades a fim de assegurar o respeito e igualmente promover a vontade de proteger os direitos e liberdades dos outros.”

Tolerância não significa conformismo

A tolerância tem uma característica que lhe é inerente: ela implica ao mesmo tempo uma atitude de rejeição e uma atitude de aceitação, porque não haveria tolerância se o que estamos dispostos a aceitar não fosse uma coisa sobre a qual não estamos de acordo.

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A aceitação se entende pela noção de respeito devido à pessoa que exprime suas ideias, ou tem certas formas de vida que não cremos aceitáveis, sem que isto nos obrigue a acolher ou partilhar estas mesmas ideias ou práticas: a tolerância não comporta pois em primeira análise a coexistência de ideias ou doutrinas opostas, mas a coexistência pacífica entre as pessoas que as sustentam.

A tolerância exige que estejamos dispostos a respeitar as diferenças que estão em

contradição com aquilo de que estamos verdadeiramente convencidos.

Portanto, indivíduo tolerante é aquele que possui convicções, que as considera verdadeiras, mas, ao mesmo tempo é capaz de respeitar o outro e por causa disto chega a respeitar suas convicções. Sem ser cética a pessoa tolerante está consciente de que toda verdade é parcial, que ela não está em condições de possuí-la inteiramente, que outras opiniões são possíveis e legítimas, que ela pode enriquecer-se considerando sem preconceito as ideias dos outros e que a confrontação com estas pode lhe servir para melhor compreender as próprias convicções.

 

(Traduzido e resumido de Evandro Agazzi, Président de l'Institut International de Philosophie).

 

O atentado em Paris

José Maurício Guedes

Editor de Fato e Razão do Movimento Familiar Cristão

 

O mundo está chocado com o atentado criminoso em Paris contra os jornalistas do semanário “Charlie Hebdo”.

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A imprensa internacional é uníssona em condenar o bárbaro acontecimento e multiplicam-se em todo o mundo manifestações vigorosas de líderes de diferentes matizes políticos lamentando a tragédia.

O que surpreende é a imprensa não ter um procedimento tão homogêneo e enfático diante de tantos outros acontecimentos igualmente chocantes e condenáveis. Atentados terroristas anteriores que provocaram número de vítimas muito maior não mereceram da imprensa internacional cobertura tão exaltada. Para a imprensa, ao que parece, a vida de jornalistas vale muito mais do que a de centenas de cidadãos anônimos. 

O episódio embora doloroso e abominável nos provoca a refletir até que ponto o corporativismo jornalístico não reproduz o sectarismo que julga condenar. No eterno conflito que se desenrola no Oriente Médio, por exemplo, a grande imprensa divulga e condena amplamente a violência muçulmana, mas demonstra uma certa complacência com a desproporção das retaliações.

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Publicado em: 12/01/2015

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No Brasil, episódio mais ou menos recente em que um bando de playboys cariocas resolveu justiçar um meliante “pé-de-chinelo” mereceu aplausos de uma apresentadora de TV que esquecendo-se de suas responsabilidades como formadora de opinião utilizou um veículo de concessão pública para fazer a apologia do crime, sem uma reprimenda à altura por parte de outros órgãos.


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